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Desenvolvimento Humano e Profissional

Administrando o tempo e reduzindo stress na saúde

Por Wilson Martins [Wilson_Martins]
13/06/2007


Administrando o tempo e reduzindo stress na saúde
Prof. Wilson Martins

O não saber administrar o tempo é a causa de muito stress na área da saúde.
Quem administra o tempo reduz o stress causado pelo mau uso do tempo.
Aqui também a idéia de mau uso ou desperdício do tempo pressupõe a noção de objetivos.
Se não tenho nenhum objetivo, seja profissional, seja pessoal, então provavelmente vou deixar o tempo fluir, despreocupadamente, como um rio que passa por debaixo de uma ponte.

Não há como avaliar meu uso do tempo nesse caso. A única coisa que posso querer fazer é "matar o tempo". Numa situação como essa, provavelmente não vou ter stress.
O tempo aparece como bem ou mau usado apenas para a pessoa que tem objetivos, que quer realizar alguma coisa. O bom ou mau uso do tempo depende do que se pretende alcançar. O mau uso do tempo causa stress, porque tempo mal usado é tempo usado para fazer aquilo que não consideramos importante e prioritário.

Usar o tempo de forma não planejada não equivale, necessariamente, a fazer mau uso do tempo (como já se indicou). Freqüentemente temos que alterar nosso planejamento, fazer coisas que não estavam na nossa agenda. Nosso tempo só terá sido desperdiçado se essas alterações nos levarem a fazer coisas que não consideramos importantes.

Mau uso do tempo não é ficar sem fazer nada, gastar tempo no lazer, dedicar tempo a hobbes ou à família, se é isso que julgamos importante e queremos - e todos nós desejamos isso em determinados momentos. Se, entretanto, num dado momento, você realmente quer estar lendo um livro, ou trabalhando num relatório, e se vê obrigado a fazer um passeio com as crianças, ou a entreter familiares, você se sente tenso, porque o tempo não estará sendo utilizado para aquilo que você considera importante e prioritário naquele momento - e, portanto, não estará sendo bem usado.

É sempre bom lembrar que, da mesma forma que o mau uso do tempo causa stress, o bom uso do tempo normalmente traz satisfação, sentido de realização e felicidade.


O profissional da área da saúde deve exercitar-se mas, o que vemos é o contrário o sedentarismo, isto é muito comum em profissionais da saúde, trabalha-se muito e não tem tempo de exercitar-se, o que é um erro enorme. É aquela maldita mania de acreditar que comigo não vai acontecer nenhum prejuízo a minha saúde.

Quanto mais horas dedicada ao trabalho, menos oportunidade o profissional da área da saúde tem de fazer exercícios físicos, com as conseqüentes repercussões sobre seu organismo, principalmente em seu sistema nervoso.
Tudo isso é como uma trama que se tem ao redor do profissional, e na qual pode cair facilmente se não for suficientemente hábil.

A fadiga se apresenta, normalmente, depois de uma etapa de intenso trabalho. A enfermidade, propriamente dita, tem as clássicas fases que vocês da área da saúde bem conhece: inicial, aguda e crônica.

Fase Inicial
Nos primeiros momentos o profissional se vê afetado pelos seguintes sintomas:
Nervosismo exagerado – que se traduz em irritabilidade, impaciência e irascibilidade.
Dificuldades intelectuais – cansam antes do espaço de tempo considerado normal, é incapaz de manter-se concentrado por longo tempo, é incapaz de manter-se concentrado por longo tempo e se ressente da falta de memória.
Dúvida de si próprio e dos demais – perde a segurança e a confiança em si mesmo e desconfia de colaboradores e subalternos, gerando constantes atritos com prejuízo para o seu Marketing Pessoal que começa a cair, recebendo a antipatia natural dos colegas e assim, acaba deteriorando também o seu relacionamento amoroso.
Insônia – está angustiado ante a dúvida de sua capacidade para continuar carregando sua própria responsabilidade e esta preocupação o impede de descansar.

Nesta primeira fase a fadiga pode ser facilmente curada se o profissional se submeter a descansos freqüentes, diminuição de atividade e mudança de hábitos.

Fase aguda
Sem dúvida, o mais freqüente no profissional sobrecarregado é tentar dominar a situação baseando-se em trabalhar mais horas e mais velozmente para chegar à frente “custe o que custar”. E esta decisão conduz a um agravamento da situação, que chega a prejudicar a sua enfermidade. Os sintomas são, dentro de pouco tempo, mais alarmantes, com perigo enorme para a vida dos outros que estão em suas mãos.

Além dos citados na fase inicial, que continuam apresentando-se de forma mais ostensiva, observa-se:

Hipersensibilidade
Incomodam-lhe os ruídos que antes não ouvia ou percebia. Vê má intenção nas ações e palavras das outras pessoas, desentendendo com tudo e com todos na unidade de serviço.
Ansiedade constante
Passa boa parte da noite acordado.
Enquanto dirige, por exemplo, se martiriza com pensamentos obsessivos.
Não pode relaxar durante o dia, nem durante a noite.
Desestruturação de valores
Dá grande importância a pequenos detalhes e aborda de maneira simplista problemas graves.
Cansaço matinal
Ao contrário do que ocorre em circunstâncias normais, começa seu dia cansado; superando a fadiga ao fim de algumas horas de integração ao trabalho.

Todo esse ciclo de atividades sem organização disciplinar no trabalho diário leva o profissional a ficar e até a trabalhar permanentemente estressado e doente.

É preciso que tomemos conhecimentos disto, principalmente se somos responsáveis pelo bem estar das outras pessoas.

Porém, há técnicas que trabalham a nosso favor.

Textos do curso: Humanização da saúde.

Prof. Wilson Martins
www.wilsonmartins.com

Desenvolvimento Humano e Profissional: Cursos que propõem mudanças interior, se desenvolver pessoalmente e profissionalmente, com objetivo de formar profissionais líderes. Wilson Martins é professor de oratória no Instituto J. Andrade – Juatuba-MG, funcionário público com larga experiência em desenvolvimento sustentável. Já foi vendedor interno e externo, gerente de vendas, gerente do sistema de saúde pública, assessor parlamentar, chefe de setor de meio ambiente, chefe de divisão de desenvolvimento sustentável, coordenador de campanha política, coordenador de Plano Diretor e é palestrante, trabalhando com 11 palestras e diversos temas, (verificar no site: www.wilsonmartins.com).

O texto publicado nesta coluna é de responsabilidade do autor, e pode não expressar a opinião total ou parcial do Hardware Profissional sobre o assunto.

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